"Já faz três anos desde que eu me mudei para cá. O mercado é sempre o mesmo, o parque, as praças. Sempre iguais, só mudam as cores das camisas dos transeuntes. Já faz dois anos que não vejo meus pais ou meus irmãos, Letty então, nem se fala. Não estava em casa quando fui visitá-los pela última vez.
Quanto mais ando por estas ruas frias e cinzentas, mais saudades sinto dos Boulevards de Teraglin. Que escolha eu tenho? Há tanto tempo em Nacad, já não posso mais voltar, não por meios convencionais.
Se você não sabe, posso lhe contar brevemente a situação de Hígia. Nacad e Teraglin são pólos industriais, o primeiro, visando principalmente o avanço da tecnologia e aumento do arsenal bélico. Já Teraglin tem seu foco no turismo e na formação de intelectuais, sendo conhecida como Ninho de Filósofos. Estas duas cidades são centros políticos importantes e lutam a séculos pelo controle do continente. Esta guerra é silenciosa e ambos os lados parecem estar à espera de um motivo para deixar as sutilezas de lado.
Mas sinceramente, política não é o meu forte. Eu só queria poder voltar para casa... Oh, Oliver está me chamando, deve ser alguma missão. Ah sim, deixe-me explicar: Gaspar Oliver, um homem de vinte e seis anos, o Conde de Nacad, é pequeno e franzino. Oliver é um grande amigo e também o chefe da Inteligência de Nacad. Ele tem sob seu comando cerca de cento e cinquenta pessoas entre doze e quarenta anos; assassinos, espiões, cientistas e engenheiros bélicos, dentre outros. Eu sou uma dessas pessoas. Mas não precisa ter medo, okay?..."
" A sala de Oliver é ampla e decorada com tapeçarias e cristais. Ele estava sentado em sua mesa de madeira escura, duas das três cadeiras à sua frente estavam ocupadas. Gianni não era muito alto nem exageradamente forte, mas era um garoto de dezenove anos, bonito e saudável. E insuportavelmente orgulhoso e brincalhão. Do seu lado estava sentado um garoto mais ou menos da sua idade, mais alto e com um aspecto bem diferente de Gianni. Era louro, tinha os olhos esverdeados e estreitos, o rosto anguloso; não se parecia com alguém forte e usava roupas estranhamente verdes.
Oliver me apresentou aquele garoto como sendo Austin. Ao que parece é um garoto novo que Ann enviou-nos durante sua última missão. Voltando ao assunto, fui convidada para a minha primeira missão Rank2. Essas são missões especiais e os agentes são escolhidos por Gaspar. Nesta, vamos eu, Gianni e o garoto novo.
Parece-me simples o propósito. Ir até uma aldeia na Floresta de Wahia e seguir como escolta de um Lord até Olpartu, onde seu navio chegaria em algumas semanas. Saída imediata."
" Pelos deuses! que viagem foi esta. Oliver nos emprestou um carro puxado por dois cavalos. Os meninos discutiram e falaram sobre mulheres o tempo todo. Não que eu me importe, mas não me deixaram dormir. Isto é terrível! Seis horas de viagem ouvindo asneiras enquanto você tenta desesperadamente dormir para não morrer de tédio.
É um vilarejo bem pequeno este, basicamente uma praça central e algumas ruas laterais repletas de casas e árvores. Nosso Lord é chamado Kalas, um homem corpulento, intimidador, que leva consigo o que diz ser um grande tesouro. Motivo pelo qual contratou-nos.
Já não temos mais o carro de Oliver, serão quatro dias de caminhada até Olpartu. Felizmente Shad, meu 'animalzinho de estimação' me seguiu e não tenho de andar a pé."
" Um pouco antes do por-do-sol Gianni veio falar comigo. Nada util, como sempre. Mas me pediu que averiguasse armadilhas perto da clareira onde iríamos passar a noite. Não encontrei nada além de uma garrafa grande de vidro com um líquido negro. Parecia um dos venenos de Ann.
Mais tarde, fiquei com a segunda ronda, Gianni pegou a primeira e o novato, a última. Pouco depois de Austin apareceu, disse que não conseguia dormir. Sentou-se do meu lado e começamos a conversar enquanto o garoto ajustava seu arco. Até que não era tão insuportável quanto Gianni. Mas apesar da tranquilidade daquela noite, enquanto os outros dormiam, finalmente algo aconteceu.
Eram três homens gigantescos, armados até os dentes. Dei um pulo de susto e quando me dei conta, Austin já havia corrido para longe e Gianni se levantava. Tirei minhas adagas e tentei ganhar tempo até Gi chegar, eu não sou o tipo de exímia lutadora que se espera de um agente da compainha. E então ZAP! uma seta voou bem na testa de um dos brutamontes. Austin!
Aproveitei a oportunidade para me esgueirar entre uns arbustos e pegar duas runas nos meus bolsos. Tinham símbolos azuis gravados na pedra branca. Voltei então e bati as runas uma contra a outra, o que gerou uma onda gelada que por pouco não paralisou Gianni. Mais setas, mais lâminas, e até que enfim caíram. "
" O restante da viagem ocorreu sem mais incidentes, agora, de volta a Nacad, o mercado parece sempre o mesmo, o parque, as praças. Sempre iguais. Quanto mais ando por estas ruas frias e cinzentas, mais saudades sinto dos lindos e grandes Boulevards de Teraglin"
Por Lilliam White
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
. . .
" O mundo condena os mentirosos que só sabem mentir,
até mesmo sobre coisas mínimas, e premia os poetas,
que mentem apenas sobre coisas grandiosas."
(ECO, Umberto - Baudolino)
até mesmo sobre coisas mínimas, e premia os poetas,
que mentem apenas sobre coisas grandiosas."
(ECO, Umberto - Baudolino)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Look up the Star's
Um buraco se abre sobre seus pés. Um olhar que se fecha para o mundo na luz de seu próprio esplendor. Não, não, não.
Talvez eu só esteja chateada com o fato de minha vida estar indo de mal a pior, talvez eu esteja abalada por ser um zero a esquerda completo. Talvez eu simplesmente esteja tentando arrumar um motivo para estar triste.
Afinal, porque eu não posso tomar minhas decisões e me arrepender depois? Por que eu não posso ver meus dias indo e vindo em frente a uma tela e esquecer do resto do mundo? Por que diabos eu não posso simplesmente largar tudo isso e ir dormir? Não tem justificativa para querer fazer as coisas. Acho que no final das contas eu só estou farta de tantos "Parva", "Toto" e coisinhas do tipo. Não preciso de ninguém para me lembrar disto.
(55 there we go :3)
Talvez eu só esteja chateada com o fato de minha vida estar indo de mal a pior, talvez eu esteja abalada por ser um zero a esquerda completo. Talvez eu simplesmente esteja tentando arrumar um motivo para estar triste.
Afinal, porque eu não posso tomar minhas decisões e me arrepender depois? Por que eu não posso ver meus dias indo e vindo em frente a uma tela e esquecer do resto do mundo? Por que diabos eu não posso simplesmente largar tudo isso e ir dormir? Não tem justificativa para querer fazer as coisas. Acho que no final das contas eu só estou farta de tantos "Parva", "Toto" e coisinhas do tipo. Não preciso de ninguém para me lembrar disto.
(55 there we go :3)
sábado, 23 de outubro de 2010
A Menina
Resolvi postar de novo os relatos de Ann Bagnariol, personagem na qual estou voltando a trabalhar. :3
O Anúncio : Por Ann Bagnariol
"E incrível como tem gente que muda a gente com o simples fato de estar perto, não é mesmo?
Mas tem também, aqueles que com a simples presença nos perturbam de tal forma que só nos falta querer arrancar os cabelos! Bem, eu era uma dessas pessoas.
Minha história começa muito antes de sua chegada, meu caro. Não tinha para onde ir, então acabei por me contentar em morar num albergue durante alguns meses, fazia meu trabalho durante a noite e as vezes, de manhã. O tempo em que ficava em casa era apenas para estudo, de vez em vez uma soneca mais demorada. A rotina não mudava, todos os dias às 16h me lavava, vestia-me com o uniforme, que graças a Deus, era pelo menos apresentável.
Uma saia negra na altura dos joelhos, uma blusa da mesma cor e um corselete branco, tudo no maior estilo vitoriano, com direito a meia rendada, luvas de pelica e sapato boneca! Claro que por baixo, vestia-me com a roupa do meu "segundo emprego".
Me encaminho para a taverna em que trabalho e lá sirvo as mesas, e convenço aquele bando de velhos mal amados a beber até não se agüentarem em pé. Quando chega a este ponto, fazemos eles pagarem a conta, nem que seja a força, e os jogamos na rua mais próxima. Claro que eu nem encosto nesses porcos, isto é trabalho para seguranças! Depois de horas trabalhando, quando já são horas de eu ir para casa, viro na primeira esquina deserta que encontro, retiro a saia, revelando um curto short que permitia a maior movimentação possível das pernas, tirado o corselete, tinha total controle da parte de cima do corpo, mais alguns poucos minutos e o cabelo estava preso em duas mechas, os cachos descaiam em torno dos ombros.
Ajeitava minhas facas e dois frascos, presos nas ligas de perna e no cinto que circundava o short e guardava a outra roupa num embornal de algodão que deixava escondido.
Saia dali, furtiva, ninguém notava aquela figura da noite, pronta para por em prática meu trabalho e fazer minha nova vítima. Era nessas horas, que a minha presença se tornava o maior incômodo possível. O anúncio de sua morte."
O Anúncio : Por Ann Bagnariol
"E incrível como tem gente que muda a gente com o simples fato de estar perto, não é mesmo?
Mas tem também, aqueles que com a simples presença nos perturbam de tal forma que só nos falta querer arrancar os cabelos! Bem, eu era uma dessas pessoas.
Minha história começa muito antes de sua chegada, meu caro. Não tinha para onde ir, então acabei por me contentar em morar num albergue durante alguns meses, fazia meu trabalho durante a noite e as vezes, de manhã. O tempo em que ficava em casa era apenas para estudo, de vez em vez uma soneca mais demorada. A rotina não mudava, todos os dias às 16h me lavava, vestia-me com o uniforme, que graças a Deus, era pelo menos apresentável.
Uma saia negra na altura dos joelhos, uma blusa da mesma cor e um corselete branco, tudo no maior estilo vitoriano, com direito a meia rendada, luvas de pelica e sapato boneca! Claro que por baixo, vestia-me com a roupa do meu "segundo emprego".
Me encaminho para a taverna em que trabalho e lá sirvo as mesas, e convenço aquele bando de velhos mal amados a beber até não se agüentarem em pé. Quando chega a este ponto, fazemos eles pagarem a conta, nem que seja a força, e os jogamos na rua mais próxima. Claro que eu nem encosto nesses porcos, isto é trabalho para seguranças! Depois de horas trabalhando, quando já são horas de eu ir para casa, viro na primeira esquina deserta que encontro, retiro a saia, revelando um curto short que permitia a maior movimentação possível das pernas, tirado o corselete, tinha total controle da parte de cima do corpo, mais alguns poucos minutos e o cabelo estava preso em duas mechas, os cachos descaiam em torno dos ombros.
Ajeitava minhas facas e dois frascos, presos nas ligas de perna e no cinto que circundava o short e guardava a outra roupa num embornal de algodão que deixava escondido.
Saia dali, furtiva, ninguém notava aquela figura da noite, pronta para por em prática meu trabalho e fazer minha nova vítima. Era nessas horas, que a minha presença se tornava o maior incômodo possível. O anúncio de sua morte."
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Puff!
Não sei se acontece só comigo! Não sei se é normal ou não! Você já teve a impressão de que, num repente, toda sua inspiração, sua vontade de fazer alguma coisa simplesmente some?
Nessa hora você fala: PUFF!! e então faz de tudo para... ahn... no meu caso, fazer outra coisa. Simples assim(?).
Acontece que um verdadeiro PUFF, já dizia Álvares de Azevedo (quem leu Macário sabe), é justamente o boom da idéia em sua mente. Quando ela vem com tudo e estala os dedinhos como uma criança mimada falando "eu vim pra ficar!!". Sinto falta dos meus puffs... eles eram divertidos.
:3
Nessa hora você fala: PUFF!! e então faz de tudo para... ahn... no meu caso, fazer outra coisa. Simples assim(?).
Acontece que um verdadeiro PUFF, já dizia Álvares de Azevedo (quem leu Macário sabe), é justamente o boom da idéia em sua mente. Quando ela vem com tudo e estala os dedinhos como uma criança mimada falando "eu vim pra ficar!!". Sinto falta dos meus puffs... eles eram divertidos.
:3
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Eu tenho um Jeep!
Ele é pequeno, tá guardadinho numa caixa de sapatos! É amarelo e os retrovisores sao regulados. Fica ali no cantinho, me olhando todos os dias. Ele não é muito de conversar, mas eu sei como ele se sente. Os cãezinhos o cheiram, e ele fica entulhado com um punhado de jornais velhos, fitas de cetim coloridas e garrafas de vinho tinto do papai.
Eu tenho pena do meu Jeep! Ganhei ele na promoção de um jornal... tava com defeito e o tio da loja me deu. Ele é carismatico, somos grandes amigos. Gosto de conversar com ele, meus sonhos sempre saem com meu pequeno Jeep para dar umas voltinhas. E sempre voltam cheios de novas emoções.
No fim das contas, ele é só um brinquedo. Com alma e tudo.
Eu tenho pena do meu Jeep! Ganhei ele na promoção de um jornal... tava com defeito e o tio da loja me deu. Ele é carismatico, somos grandes amigos. Gosto de conversar com ele, meus sonhos sempre saem com meu pequeno Jeep para dar umas voltinhas. E sempre voltam cheios de novas emoções.
No fim das contas, ele é só um brinquedo. Com alma e tudo.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
My Little Star
Ainda não me decidi, mas vai ser bem legal. Talvez ela seja como a antiga Star, talvez seja totalmente nova. Não é fácil criar um personagem, não é fácil criar uma situação, uma história. E falo isto porque, em busca de uma história, já calculei a gravidade de um planeta imaginário (faça-me o favor, não me orgulho disso").
Mas de qualquer forma, quero minha nova Star aqui. Perto de mim, seja ela como for.
Mas de qualquer forma, quero minha nova Star aqui. Perto de mim, seja ela como for.
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